Drei Jahre in Berlin

Em resumo, meu terceiro ano em Berlim foi um ano de retomar atividades e a vida social. Antes de continuar devo dizer que este post está atrasado e agora já tenho 3 anos e 5 meses.

“Os homem sofreriam menos se não se concentrassem tanto (e só Deus sabe por que eles são assim!) na lembrança de seus males, em vez de esforçar-se por tornar o presente suportável.” Goethe

Papo deprê

Ainda é muito difícil pra eu desapegar do meu passado, da vida que eu tinha em São Paulo com uma carreira, família por perto e amigos queridos. Isso só me trouxe uma crise depressiva (mais uma) e pra quem não sabe e, já que ainda estamos no Setembro Amarelo e precisamos falar mais sobre doenças mentais e suicídio, eu sou uma criatura com distimia e às vezes fico um pouco mais louca do que o meu normal. #SoyDarks

A solidão é algo bastante difícil de lidar aqui deste lado do oceano. Eu sei que vocês vão dizer: “Mas você não está sozinha aí! Você é casada e tem um filho lindo!” Sim isso é verdade, e só que já cruzou o portal da maternidade vai entender do tipo de solidão que eu estou falando. Sem julgamentos S2

Sinto uma falta absurda de estar em um almoço de domingo cheia de comidas gostosas e com um monte de gente falando alto sobre qualquer assunto, mas que seja em um idioma que eu entendo.

Em muitos momentos eu ainda me sinto muito fora da minha família alemã e tenho a mania boba de usar uma camiseta de E.T. nos encontros de família.

É assim que eu me sinto às vezes.

Um E.T.

Por isso amo encontrar outros E.Ts perdidos por esta cidade e estou até deixando o meu cabelo crescer pra poder me comunicar melhor com os meus irmãos.

Passar muito tempo sozinho na Alemanha te faz começar a ler sobre Vril e comunicação com alienígenas. Cuidado!

Kita

Em novembro de 2018 consegui uma vaga em uma Kita para o meu filhote. Berlim tem uma crise de falta de trabalhadores e bons salários na Kitas, por este motivo há filas de espera enormes, as Kitas às vezes recebem os pais com seus filhos candidatos às vagas para conhecerem a Kita e eles escolhem qual criança vai entrar na vaga que está aberta. Às vezes alguém dá sorte de conseguir uma vaguinha sem ter que passar por essa peneira, o que foi o meu caso. Se vocês quiserem saber mais sobre Kitas e como foi a adaptação do meu filho na Kita onde ele está deixem um comentário que eu faço um post só sobre isso que o assunto é longo.

Vem ni mim B2!

Com o piá devidamente adaptado na Kita eu passei a ter tempo pra cuidar da própria vida e em fevereiro de 2019 lá estava eu de volta à escolinha de alemão. Dessa vez fui pra uma escola que não faz parte do grupo de escolas que oferecem o curso de integração e que é mais focada em conversação.

Foi uma ótima escolha. Em três meses peguei meu certificadinho de B2 e realmente saí de lá conseguindo falar com as pessoas na rua, resolver os meus problemas do dia a dia e até conversar com alemães nativos sobre um pouco mais do que o tempo e sobre Vril (brincadeira, ainda não tive coragem de perguntar sobre Vril pra nenhum alemão).

Terminar o curso de B2 foi como ver uma porta de abrindo na minha frente, espero que todos vocês, estudantes de alemão que acompanham este blog, cheguem nessa porta, mas acho que o realmente me ajudou a começar a falar alemão, foi o curso de conversação que eu fiz na mesma escola.

Wunderwoerterfrau, desenho inspirado na professora de alemão que me salvou e me fez entender várias coisas da gramática alemã.

Trabalho

Este ano tive a minha primeira experiência de trabalho em Berlim. Trabalhei em uma escola de idiomas e pude estudar mais um pouquinho de alemão, escolhi revisar o B2 ao invés de me enfiar no C1 e não conseguir acompanhar.

Trabalhei ajudando na recepção, arrumação das salas de aula, redes sociais da escola, organizando documentos, ajudando em dia de exame TELC e até fiz uma brochura pra escola (descobriram meus skills de designer). Apanhei um pouco dos softwares em alemão, mas achei engraçado quando abri as pastas de arquivos e encontrei muuuuuuitos arquivos e pastas com nomes em espanhol.

Foi um experiência interessante pra saber como é trabalhar em uma cidade internacional.

Visitas

No final de 2018 e 2019 recebi muitas visitas queridas. Obrigada pelo calor brasileiro que vocês trouxeram pra mim. Até a mamãe veio visitar. Às vezes eu sou um bebê chorão que precisa de colo 🙂

Achei curioso ver que pra cada visitante eu praticamente mostrei uma Berlim diferente. É muito legal morar onde as pessoas passam férias e conhecer as diferentes facetas do lugar.

Berlim é a melhor cidade pra visitar na Europa. Seja lá o que for que você procura nas suas viagens eu duvido que você não encontre em alguma esquina ou beco de Berlim.

Amigos

Coloquei “fazer novos amigo”como meta pessoal de 2019 e tem funcionado.

Apesar de ser uma pessoa introvertida e ter muita dificuldade com isso a simples mudança de postura de dizer mais sim do que não, de se forçar a sair mais de casa e de ouvir as pessoas com atenção tem me trazido gratas surpresas. É impressionante a quantidade de pessoas interessantes que eu conheci este ano e a quantidade de boas histórias que eu ouvi. Sou muito grata às pessoas novas que o universo trouxe pra minha vida.

Novos hábitos

  • Parei de tomar meio litro de café por dia e até tomo chá;
  • Desenhar mais (a cada dia mais analógica);
  • Chamar pessoas desconhecidas pra tomar um café;
  • Assistir desenho animado em alemão;
  • Ler Graphic Novel em alemão;
  • Verificar se há brinquedos ou peças de Lego dentro da máquina de lavar e do forno antes de usar.

Espero que tenham gostado do post. Comentem, me contem suas prórpias experiências, cada um tem uma experiência única em Berlim. Sintam-se à vontade pra perguntar algo e me chamar pra um café/chá/cerveja/vinho.

Eu turistando em Berlim.

Publicado por Lili

Leia também www.berlili.wordpress.com

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